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terça-feira, 7 de outubro de 2008

O aquecimento global e o desenvolvimento

Nesta semana, a Revista Veja publicou uma entrevista com a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard sobre o aquecimento global, que assumiu no ano passado o Ministério de Clima e Energia.
Segue abaixo trechos da reportagem, para que possamos refletir sobre os malefícios do aquecimento global para o planeta Terra e, assim, partirmos para ações concretas e imediatas com alunos e/ou equipes de trabalho. Portanto, cada um fazendo a sua parte, proporcionará às futuras gerações um mundo sustentável.
“Qual é o principal indício do aquecimento global? Em 2004, quando fui nomeada ministra do Meio Ambiente, recebi a informação de que em trinta anos o derretimento do gelo do Ártico iria permitir a navegação entre o Mar do Norte e o Oceano Pacífico. Decorreram apenas quatro anos e, no último mês, a passagem já ficou livre do gelo. Ou seja, a abertura do caminho ocorreu muito antes do previsto. Esse é um claro exemplo de que agir agora faz muita diferença. Os países desenvolvidos precisam fazer o maior esforço para reduzir as emissões dos gases causadores do aquecimento global. Mas as grandes economias emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, também têm que contribuir.
O combate ao aquecimento pode atrapalhar o desenvolvimento dos países pobres? Quando falamos em reduzir o desmatamento e em outras medidas de combate ao aquecimento global, não queremos de forma alguma prejudicar o direito de crescimento econômico dos países emergentes. Para sustentarmos um bom padrão de vida para a população mundial de 9 bilhões de pessoas, como está previsto para 2050, teremos de ser mais eficientes no uso dos recursos naturais e investir em fontes renováveis de energia. Quinhentos milhões de pessoas vivem sem luz na Índia. Claro que não podemos pedir ao governo indiano que seu país pare de crescer economicamente. Precisamos descobrir uma maneira de tornar esse crescimento sustentado com um impacto menor sobre o ambiente.”
Como podemos verificar o aquecimento global está ocorrendo muito mais rápido do que o previsto e todos irão sofrer com as perdas dos recursos naturais. Segundo o ativista ambiental Angangap, o degelo na Groelândia é um fato verdadeiro. O degelo está aumentando para 18 graus abaixo de zero, uma temperatura que já foi de 35 graus abaixo de zero. A montanha de gelo que há 60 anos tinha uma espessura de cinco quilômetros, atualmente chega a dois quilômetros. Para os habitantes do lugar (esquimós) a vida está se tornando difícil, pois os animais que servem de alimentos para os moradores estão morrendo devido ao calor. Como viveríamos sem um solo fértil para o desenvolvimento da agricultura e com a escassez da água que é de vital importância para o ser humano?
Assim sendo, o homem precisa rever seus hábitos de consumo e de desperdício para que possa deter a degradação ambiental.

Notícias...

O Congresso Mundial da Natureza da União Mundial para a Conservação está acontecendo em Barcelona. Durante dez dias (de 5/10 a 14/10) ocorrerão debates dentre eles os seguintes: “Um novo clima em mudança”, “Meio ambiente são, gente sã”, e “A manutenção da diversidade da vida”.

Em dezembro de 2009, a cidade de Copenhague irá sediar a Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas.

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