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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE II

Calor duplica problemas por picadas de insetos
JULLIANE SILVEIRAda Folha de S.Paulo

No verão, duplica o número de problemas decorrentes de picadas de insetos, de acordo com especialistas. O calor e a umidade elevam a atividade desses animais e tornam mais rápido seu ciclo de vida.
O aquecimento global é outro fator que, segundo estudiosos, contribui para aumentar a presença de insetos.
A elevação da temperatura tem aumentado as populações de insetos mais ao sul, inclusive dos que transmitem doenças como a leishmaniose cutânea e a dengue. "Há favorecimento do ciclo biológico. Já existe [o mosquito] Aedes aegypti no Uruguai, na Argentina. No ano passado, constatamos presença do inseto em cemitérios de Buenos Aires, algo antes inimaginável", afirma o entomologista Anthony Erico Guimarães, do Instituto Oswaldo Cruz.
Áreas litorâneas e rurais, destinos comuns durante as férias, costumam concentrar insetos. O uso de repelentes cosméticos é indicado, mas só durante a estadia no local. "Não se recomenda usar repelentes por longos períodos. Se a pessoa vive em uma cidade com clima propício aos insetos, não há muito “o que fazer", acrescenta Guimarães. Para ele, nem as telas protetoras ajudam muito na cidade. "O mosquito urbano se cria na casa, então as telas vão prendê-lo no interior do imóvel. No máximo, pode-se cobrir a cama com mosquiteiro."
Usar inseticidas em spray ou em pastilhas também ajuda. No entanto, os insetos podem adquirir resistência ao produto. "Deve-se variar a marca e usar o mínimo", diz o biólogo Odair Bueno, do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro.
Para a saúde, o ideal é aplicar o inseticida um ou dois dias antes de chegar à casa de praia ou de campo. Se isso for impossível, deve-se deixar as janelas abertas. "Deixar o ambiente arejado vai ajudar na dispersão do produto. Quando não há ar, aquela partícula cai --e ela deve circular no ambiente para se aderir onde se quer", diz o dermatologista José Hermenio Lima, professor da Universidade Federal do Paraná e pesquisador do Massachusetts General Hospital (EUA).

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