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terça-feira, 11 de agosto de 2009

COPENHAGUE -dezembro de 2009


Especiais
Rumo a Copenhague
7/8/2009
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – “Precisamos agir juntos. Se não conseguirmos um acordo em Copenhague, outra oportunidade deverá demorar muito tempo. E, neste caso, esperar não é uma estratégia. Não podemos criar um planeta de ilusões.”
A afirmação foi feita pelo ministro de Energia e Mudança Climática do Reino Unido, Ed Miliband, durante o seminário “Clima e Desenvolvimento: a Caminho de Copenhague”, que ocorreu na quarta-feira (5/8) na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Miliband destacou no encontro a importância da oportunidade representada pela Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro. O seminário procurou avaliar políticas de transição para uma economia livre de emissões de carbono e discutir as negociações multilaterais que resultarão na Conferência de Copenhague.
Participaram dos debates, coordenados pelo professor Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, José Goldemberg, pesquisador do Centro Nacional de Referência em Biomassa, vinculado ao Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, e Luiz Fernando Furlan, presidente da Fundação Amazônia Sustentável.
Em sua segunda visita ao Brasil, Miliband apresentou uma síntese do documento divulgado no início do mês pelo Reino Unido, intitulado The UK Low Carbon Transition Plan — National Strategy for Climate and Energy.
O documento concentra ações para transformar o setor de energia, expandindo o uso de fontes renováveis, além de aumentar a eficiência energética dos prédios, casas e do setor de transportes.
Miliband reconhece que o momento é ruim. “A situação é urgente e a crise econômica desviou a discussão sobre a situação climática no mundo. Por outro lado, este é um bom momento para repensar a vida que pretendemos levar”, destacou.
O ministro, que esteve na região do rio Xingu no fim de semana, disse que o Reino Unido tem interesse em financiar ações contra o desmatamento e que ficou “impressionado” com a maneira como o Brasil lida com os biocombustíveis.
Segundo ele, a interdependência entre os países é uma chance para pensar as economias. “Pessoas que vivem em diferentes pontos agora dependem uns dos outros e essa interdependência é uma chance de pensar nossas economias. É uma questão fundamental”, disse.
Mais informações sobre a COP15: http://en.cop15.dk

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