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terça-feira, 17 de maio de 2011

LIVRO - DEFESA DE USO DA LÍNGUA POPULAR

E lamentável que seja distribuído pelo MEC, livros em que são aceitos erros de português.  Todo professor sabe que o aluno pode não saber ler, mas sabe copiar. Dessa maneira, os alunos copistas irão visualmente grafar a escrita errada da palavra ou frase. Além de termos o analfabeto funcional, que é aquele aluno que lê, mas não sabe interpretar o que leu, teremos o aluno que só cópia, não sabendo se o que está escrevendo é certo ou errado.

"A UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.
No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram quatro anos de estudo formal."

No livro "Por uma vida melhor", da Coleção "Viver e aprender" , segundo os autores, o conceito de certo ou errado deve ser alterado para adequado ou inadequado, o que é um absurdo, poi não é correto ou adequado, se falar: "Os livro." ; "nós pega o peixe."; "os meninos pega o peixe.".
O estudo, o aprender não pode ser nivelado através da grafia errada, isto porque existe a linguagem popular, como também temos o regionalismos, mas a gramática oportuniza a todos uma linguagem culta. Então,  daqui a alguns anos ninguém precisará frequentar escola, pois toda a maneira de escrever será adequada ou correta.
Os autores do livro dizem que defendem um ensino bastante plural,com diferentes práticas de comunicação.
Será que através do erro o aluno identificará o certo?  Se este aluno não sabe diferenciar o que está certo ou errado?
Como se sabe não é através de uma prática pedagógica dessas que o nível de ensino no Brasil vai evoluir e atingir patamares de tornar capaz cada aluno ler e interpretar textos. Ficamos preocupados com essa atitude,  pois o referido material didático foi distribuído para cerca de 485 mil estudantes jovens e adultos, das escolas públicas do país.

Um comentário:

Alessandra Russo disse...

Concordo em gênero, número e grau. Isto é um absurdo!