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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O que devemos saber sobre a interdisciplinaridade


O movimento em prol da interdisciplinaridade surgiu na Europa (França e Itália), por volta de 1960. Um dos precursores desse movimento foi Georges Gusdorf que em 1961 integrou um projeto de pesquisa, tendo como objetivo reunir um grupo de cientistas de notório saber a fim de realizar estudos sobre a teoria interdisciplinar para as ciências humanas. Gusdorf teve como meta, de seus estudos, a intenção de trabalhar pela unidade humana.
Assim, os primeiros estudos sobre a interdisciplinaridade visavam minimizar as ânsias dos educadores, quanto aos problemas da compartimentalização das ciências e que eles seriam resolvidos com a teoria da interdisciplinaridade. Fato esse que não ocorreu. Porém, é importante o professor ter uma visão interdisciplinar para efetivar o estudo do meio ambiente no cotidiano escolar.
Piaget em seus estudos da interdisciplinaridade argumenta que “as crianças têm um caráter global em sua percepção. Não observam as coisas (inicialmente) em seus detalhes, mas sim em sua globalidade”. Ele ainda observa que o “a finalidade da pesquisa interdisciplinar é tentar uma recomposição ou reorganização dos âmbitos do saber”. Dessa maneira como podemos perceber existe uma convergência de pensamentos de que a fragmentação dos saberes está criando uma ciência compartimentada, portanto, não havendo uma comunicação interdisciplinar.
No Brasil esse movimento ocorreu em três décadas 1970, 1980 e 1990. Os primeiros estudos sobre o tema é sobejamente abordado por Hilton Japiassú. O seu livro “Interdisciplinaridade e patologia do saber” é composto de duas partes: a primeira discorre sobre as principais questões que envolvem a interdisciplinaridade e a segunda expõe os pressupostos fundamentais para uma metodologia interdisciplinar.
Concluimos que o homem do século XXI necessita ter um olhar sistêmico, para que a interdisciplinaridade seja consolidada no cotidiano escolar.

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